Hoje muitas vezes desdenhado, quando foi concebido pela primeira vez o ketchup(ou catchup) foi reverenciado pelo sabor que acrescentou aos alimentos. Inicialmente uma pasta feita de tripas de peixe fermentado, o primeiro regitro que se tem é do ano 544 AC; De acordo com a lenda, enquanto perseguia seus inimigos, o imperador Wu-ti encontrou um poço cheio de entranhas de peixe e coberto com sujeira de onde emanava “um aroma potente, delicioso”. Por alguma razão (e com um bocado de coragem) ele comeu e adorou(!!!) e batizou essa iguaria de Chu I. Com o tempo, Chu I evoluiu para kôe-chiap ou kê-chiap.

Ao longo do tempo kôe-chiap migrou e fez o seu caminho para a Indonésia, onde se tornou conhecido como kecap. Marinheiros britânicos estavam fazendo negócios lá pela década de 1690, e acredita-se que gostaram da novidade e começaram a exportar kecap para as Índias Orientais.

Também na década de 1690, os britânicos mudaram o nome para ketchup ou catsup. O molho ainda estava longe do que conhecemos hoje, mas em vez de entranhas de peixe, eram usadas anchovas fermentadas.

O ketchup de anchova tornou-se rapidamente popular no oeste, e as primeiras receitas registradas datam de 1732; Por volta de 1742, algumas receitas tinham começado a pôr um toque britânico no molho adicionando às anchovas cerveja, noz moscada, cravos-da-índia, pimenta, gengibre, e chalotas.

No entanto, como as anchovas nem sempre estavam à mão e a necessidade sendo a mãe da invenção, os cozinheiros do oeste começaram a experimentar com diferentes ingredientes para formar a base de seus ketchups. Dois que rapidamente se tornaram populares foram cogumelos e nozes.

Em 1747, Hannah Glasse incluiu uma receita de ketchup de cogumelos em “A arte da culinária” e envolvia vários passos, incluindo a salga dos cogumelos, ferver, amassar, mexer e ferver de novo com gengibre e pimenta e depois engarrafar a mistura com noz moscada e cravo.

Em outra variante do século XVIII, uma receita da família da novelista Jane Austen começava com uma pasta de nozes verdes que eram então salgadas e embebidas em vinagre, fervidas com cravo, gengibre, noz-moscada, pimenta, raiz forte e chalotas e, em seguida, engarrafada. Por conter vinagre que é um conservante, eliminou a necessidade de fermentação.

No início dos anos 1800, os tomates chegaram nas cozinhas inglesas, e assim, naturalmente, eles começaram a ser usados como base para ketchup também. Em 1810, Alexander Hunter registrou uma receita de um Molho de Tomate que falava para assar primeiro os tomates, removendo a casca e sementes, adicionando vinagre, pimenta, sal, alho e chalotas.

Logo essa receita chegou nos estados unidos. Em 1830 William Kitchiner, no livro Cook’s Oracle, incluiu várias receitas para ketchup que usavam alternadamente nozes, berbigões(um tipo de molusco), ostras e cogumelos como suas bases. Curiosamente, Kitchiner também usou a palavra ketchup ao longo do livro, mas aparentemente exclusivamente como um termo para um molho baseado em cogumelos.

Até que em 1837 Jones Yerkes produziu o ketchup como é conhecido hoje e o engarrafou para comercializá-lo. Mas foi Heinz que o popularizou lançando em 1876 o produto em garrafas transparentes para que seus clientes pudessem verificar a pureza de seu produto e assim introduzindo a forma icônica tão conhecida hoje.

Fonte: Today I Found Out

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