Você deve ficar o ano todo esperando pra comer peru, pernil, tender e tantas outras receitas com uva passa na ceia de Natal. Mas nem sempre foi assim – na verdade, passava longe disso. Vamos dar uma olhada em como o jantar de Natal teria sido servido em cinco diferentes períodos da história, começando com a idade média e terminando com a Segunda Guerra Mundial.

 

Idade Média

Os ricos teriam comido ganso e galinhola para o jantar de Natal e, com a permissão do rei, cisne e as aves eram cobertas com manteiga e açafrão e torrado.

Os pobres podiam às vezes comprar um ganso da Igreja, embora isso custasse o equivalente a um dia de salário.

Veado também estava no menu para os ricos e, as vezes, os pobres seriam autorizados a receber as sobras do veado – como o coração, fígado, língua, orelhas e cérebro. Estes miúdos eram misturados com outros ingredientes que os menos abastados podiam comprar e eram transformados em uma torta.

Os pudins também eram tradicionais e geralmente feito de uma espécie de mingau misturado com passas de groselha, frutas secas, gema de ovo e especiarias.

Período Elisabetano

Durante o reinado de Elizabeth II, eram comuns os banquetes de Natal. Para as famílias que podiam bancar, essas festas serviam um banquete de iguarias doces e coloridas. O açúcar, que era muito caro na época, era o ingrediente chave da maioria dos pratos.

Esses pratos incluíam ‘Collops de Bacon’, feitos de amêndoas moídas e açúcar e ‘Leech’, um doce à base de leite feito com açúcar e água de rosas.

Era Vitoriana

Quando a Rainha Vitória chegou ao trono em 1837, poucas famílias podiam comprar peru ou frango para o jantar de Natal. por isso o mais comum era servir carne assada ou ganso.

Os que eram não podiam comprar por nenhum das opções acima apelavam para a carne de coelho.

Até o final do século 19, a maioria das pessoas podiam comer peru para o jantar de Natal e foi nesse período que as tortas tão tradicionais por aquelas bandas começaram a surgir.

Brasil Império

Durante a época do império ficou difícil reproduzir os grandes banquetes servidos em Portugal, por isso tiveram que adaptar alguns pratos, como o peru que passou a ser recheado com carne de porco, ovos e condimentos encontrados em terras brasileiras.

A farofa foi trazida pelos escravos e aos poucos incorporada nas ceias, mas inicialmente era só farinha misturada com dendê.

O que não mudou mesmo foi a rabanada que veio junto com o imperador e ta aí até hoje.

Segunda Guerra Mundial

Durante a guerra, peru não se encontrava facilmente. A solução foi utilizar frango para o jantar de Natal.

Quando o frango não estava disponível, as pessoas tinham que se contentar com carne de carneiro ou coelho.

Outros alimentos agora comuns no Natal – como chocolate, frutas e doces e também eram escassos devido ao racionamento.

Para manter os espíritos no entanto, muitas famílias criaram substitutos utilizando alimentos que tinham disponíveis, como um “peru” feito de cordeiro.

Fonte: The mirror

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