A melhor maneiras de conhecer a cultura de um lugar é através da comida. Se não for a melhor pelo menos é a mais gostosa, a não ser que o prato servido seja um desses da nossa lista.

México – Huitlacoche

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Também chamado de Trufa Mexicana e Caviar Asteca, Huitlacoche significa “Excrementos dormidos” (Bem sugestivo). É um fungo parasita que se desenvolve em espigas de milho. As espigas são colhidas antes de o fungo se desenvolver completamente e iniciar a produção de esporos que podem causar alergias. Geralmente é consumido assado servido sobre tacos e quesadillas ou adicionado a sopas.

 

Peru – Cuy Bien

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Cuy Bien é um prato tradicional e muito importante na dieta dos peruanos, porque é uma fonte de proteínas e com baixo teor de gordura. Interessou? Só tem um problema: O Cuy Bien é um porquinho-da-índia assado. Quem come diz que o sabor lembra o da galinha caipira, do coelho e até do rato, que só serve de referência se você já provou rato assado alguma vez na sua vida.

 

Japão – Olho de Atum

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Essa iguaria de visual tão apetitoso é justamente o que o nome diz: O olho do atum servido as vezes frito, as vezes cozido, mas quem come garante que bom mesmo é comer cru. Dizem que o sabor parece de camarão. Melhor ficar com o camarão mesmo então.

Itália – Casu Marzu

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O nome desse queijo italiano é bastante sugestivo, já que Casu Marzu significa “queijo podre”. Tradicional na Sardenha, essa iguaria é um queijo pecorino, feito de leite de ovelha. A diferença é que o queijo não é curado em um ambiente controlado. Ele é colocado a céu aberto onde as moscas ficam a vontade para por seus ovos, que depois de um tempo eclodem e nascem as larvas que fazem toda a magia da fermentação. Alguma pessoas removem as larvas para comer o queijo, mas pra que esse desperdício, não é?

Alasca – Tepa

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A tepa geralmente é feita a partir do salmão. Pena que só usam a cabeça e as vísceras dele. Tradicional dos povos Yup’ik no sudoeste do Alasca, as cabeças e vísceras de salmão são colocadas em um barril de madeira e enterradas no chão até que a carne fermente. Quando a tepa estiver com aquele delicioso cheiro de comida estragada, ela é desfiada ou então é feito um caldo com a mesma.

Coréia do Sul – Odori Don

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Esse é simples. É só uma lula ou polvo crua. Mas quando digo crua eu quero dizer realmente crua. Tão crua que se debate no prato.

Na verdade o animal não está vivo, porque o seu “cérebro” é removido, mas os tentáculos continuam se mexendo e a impressão é que a comida vai sair correndo do prato. Na verdade os nervos e músculos ainda estão ativos e se mexem quando entram em contato com o sal do molho. Por causa das ventosas dos tentáculos, existe o risco da comida se agarrar no interior de sua garganta e sufocá-lo, por isso esse prato foi proibido em alguns países, como a Austrália.

Filipinas – Balut

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Também encontrado na China, no Vietnã e no Camboja, o Balut é um ovo de pato. O que torna esse prato exótico é que dentro do ovo vai de brinde um embrião parcialmente desenvolvido. O ovo é servido cozido e vai para a mesa com bico e pena e tudo mais que um embrião de pato tem para oferecer.

Noruega – Smalahove

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O Smalahove (ou skjelte para os íntimos) consiste em uma cabeça defumada de ovelha e pode ser servido com ou sem o cérebro. Mas quem seria louco de recusar um delicioso cérebro de ovelha? Como muitos pratos típicos o Smalahove era comido pelos pobres na véspera de natal, mas com o tempo ganhou status de iguaria e pessoas do mundo todo vão para Noruega provar essa delícia.

Islândia – Hákarl

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Esse prato é uma herança dos pelos vikings, que na falta de outra opção eram obrigados a comer os tubarões que infestavam as águas por aquelas bandas. O problema é que o tubarão que nada por lá possui uma concentração muito alta de ácido úrico e quando a sua carne é ingerida causa intoxicação. Para aliviar os efeitos, a carne do tubarão é cozida e depois colocada em baixo de uma colina de pedra por alguns meses e depois disso a carne é colocada por mais quatro meses ao ar livre. O Hákarl possui um cheiro que lembra produto de limpeza e é normal vomitar quando se prova pela primeira vez

 

Groenlândia – Kiviaq

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Imagine um prato de “aroma” tão marcante que deve ser comido fora de casa, porque se não a casa fica fedendo por semanas. Esse é o Kiviaq, que consiste em centenas de pássaros que fermentam dentro de um saco feito com pele de foca. A gordura da foca preserva as aves e faz com que inclusive as penas e ossos fiquem macios. Depois de 18 meses o saco é aberto e os pássaros são degustados crus.

Como a maioria dos itens da nossa lista, essa iguaria surgiu da necessidade. Nos períodos de frio intenso era muito difícil achar comida, então essa foi a solução encontrada. Ainda bem que já inventaram o disk pizza. Hoje em dia o Kiviaq é servido em festivais e celebrações.

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